O chems3x é a prática de associar s3xo ao uso de subst4ncias químicas e tem se intensificado no Brasil, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Essa associação entre s3xualidade e drogas levanta preocupações importantes para a saúde pública, considerando tanto os riscos físicos quanto os psicológicos envolvidos.
Segundo o psiquiatra Arthur Guerra, do Hospital Sírio-Libanês, drog4s como met4nfetamina, GHB e outras substâncias estimulantes ou depressor4s são utilizadas para intensificar sensações sexu4is. No entanto, o efeito de pr4zer intenso e transitório frequentemente gera um ciclo de compuls4o, agravado por fatores emocionais preexistentes, como ansied4de, depress4o ou isolamento social. O especialista observa que o fenômeno já representa um desafio concreto nos serviços de saúde, com pacientes internados por complicações diretamente relacionadas ao chems3x.
O impacto emocional é relevante: o uso repetido dessas subst4ncias para potencializar a experiência s3xual pode levar a sentimentos de vazio, frustração e dependência psicológica, interferindo na vida afetiva e nas relações interpessoais. Além disso, a prática está fortemente associada a homens que fazem s3xo com homens, aplicativos de encontros e festas privadas, que funcionam como catalisadores do fenômeno.
O chems3x exemplifica a complexa intersecção entre s3xualidade, comportamento de risco e saúde mental. Estratégias de intervenção que combinam educação, suporte emocional e redução de danos são fundamentais para proteger vidas, reduzir impactos psicológicos e permitir que a s3xualidade seja vivida de forma segura e consciente, mesmo diante de contextos de vulnerabilidade química e social.
Fonte: https://cbn.globo.com/programas/show-da-noticia/entrevista/2025/08/02/pratica-do-chemsex-cresce-no-brasil-e-preocupa-especialistas-por-riscos-a-saude-mental-e-fisica.ghtml










