A “baixa do desejo sexual” é sustentada por dados que mostram uma queda progressiva na frequência de relações nas últimas décadas. Estudos populacionais indicam que adultos têm feito menos sexo do que nos anos 1990 e 2000, sem uma causa única claramente identificada.
Esse declínio decorre de: aumento do estresse, maior uso de tecnologia, sobrecarga mental, solidão e mudanças nos arranjos relacionais. Mesmo entre casais que vivem juntos, a frequência sexual também diminuiu, sugerindo que convivência não garante desejo.
Além disso, a TRT pode gerar efeitos colaterais, como alterações de humor, acne, aumento de pelos, impacto na fertilidade e até exacerbação do desejo, o que exige acompanhamento médico rigoroso e individualizado.
O consenso clínico atual aponta que a testosterona não é uma “bala de prata”. A libido é um fenômeno biopsicossocial, atravessado por fatores emocionais, relacionais e contextuais. Intervenções eficazes exigem olhar ampliado, que vá além da solução medicamentosa.
Embora baixos níveis de testosterona possam estar associados à diminuição do desejo, a relação não é direta nem universal. Nem toda pessoa com baixa testosterona terá baixa libido, e nem toda baixa libido é explicada por fatores hormonais.
Nesse cenário, cresce o interesse pela testosterona como possível solução para a baixa libido. A terapia de reposição hormonal (TRT) tem sido cada vez mais prescrita, tanto para homens quanto para mulheres, especialmente em contextos de envelhecimento e menopausa.
A discussão sobre a chamada “queda do desejo s3xual” tem ganhado força nas últimas décadas, acompanhada por dados que indicam redução na frequência de relações sexu4is em diferentes populações.
Entre os fatores associados estão o aumento do estresse crônico, mudanças nos padrões de relacionamento, maior exposição a estímulos digitais e crescimento de quadros de ansiedade e depressão. Trata-se de um fenômeno complexo, sem causalidade única.
Nesse contexto, a terapia de reposição de test0sterona (TRT) passou a ocupar lugar central no debate público e clínico. Embora evidências indiquem que níveis reduzidos do hormônio possam impactar a libid0, especialmente em casos de hipogonadismo em homens e em mulheres pós-menop4usa com transtorno do desej0 s3xual hipoativo, sua indicação não é generalizável.
A literatura ressalta que a relação entre testoster0na e desejo s3xual é modulada por múltiplos fatores, incluindo qualidade do vínculo afetivo, saúde mental, percepção corporal e contexto de vida. Além disso, a TRT pode apresentar efeitos adversos, o que reforça a necessidade de avaliação individualizada.
Do ponto de vista clínico, a baixa libid0 deve ser compreendida como um fenômeno multifatorial. Intervenções eficazes tendem a envolver não apenas abordagens hormonais, quando indicadas, mas também escuta qualificada sobre dinâmicas relacionais, repertório er0tico, saúde emocional e condições de vida.
A simplificação da libid0 a uma questão hormonal pode reduzir a complexidade do fenômeno e limitar possibilidades de cuidado.










