O que acontece com o Cérebro Apaixonado?

Segundo o neurocientista Pedro Calabrez, a Paixão é regulada pela ação de diversos hormônios, neurotransmissores e outras substâncias químicas que afetam o cérebro do apaixonado.

  • Ocitocina e Vasopressina
    Durante a paixão, estarão associados ao apego, à conexão e à preferência por aquela pessoa específica, como se ela fosse insubstituível.

  • Dopamina
    Está associada à motivação, prazer e recompensa, fazendo com que o apaixonado tenha mais energia, vontade, desejo sexual e desejo de agradar o outro.

  • Cortisol
    Provoca sensações associadas a respostas ao estresse: sintomas de euforia, ansiedade e insegurança. O coração bate com mais intensidade, o sistema digestório se altera (menos fome), além de ficarmos hipervigilantes (pouco sono).

  • Inibição pré-frontal
    Menor capacidade de frear desejos, impulsos e de enxergar as consequências futuras, prejudicando a tomada de decisão.

  • Serotonina
    Durante a paixão, os níveis de Serotonina caem, trazendo características de obsessão e compulsão, como ideias recorrentes da pessoa na cabeça do apaixonado, mesmo quando você não quer. Além da vontade de sempre estar cada vez mais com aquela pessoa.

Segundo o professor Pedro Calabrez, pesquisador do Laboratório de Neurociências Clínicas da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), a paixão se assemelha a um estado hiper motivacional de demência temporária, com características de estresse, obsessão e compulsão.

A paixão é a primeira fase do amor, com curta duração, mas grande intensidade, e isso ocorre devido a alterações no funcionamento do cérebro, através de fatores endócrinos como hormônios, neurotransmissores e outras substâncias químicas.

Durante a paixão, é possível verificar um maior apego e conexão do casal, com um foco exagerado na pessoa por quem se está apaixonado. Também é possível observar maior motivação e maior prazer, sensações viciantes e semelhantes ao uso de drogas.

Cabe destacar que este estado é sempre temporário, durando no máximo de 12 a 24 meses, quando o amor se transforma e amadurece. Segundo a antropóloga Hellen Fisher, a paixão nos seres humanos estaria a serviço do da manutenção da espécie, fazendo com que o casal fosse capaz de se manter unido tempo suficiente para acasalar e gerar um bebê.

Você sabia de tudo isso? Me conta como você se sentiu quando esteve apaixonado!

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=q5pfKoSYquE

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