A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), divulgada pelo IBGE, apresenta indicadores preocupantes sobre violência, saúde mental e imagem corporal entre adolescentes brasileiros, com impacto desproporcional sobre meninas.
Os dados mostram aumento nos relatos de violência s3xual, bullying e sofrimento emocional. Entre adolescentes do s3xo feminino, 26% afirmam já terem sido tocadas ou expostas s3xualmente contra a própria vontade, enquanto 43,4% relatam já ter sentido vontade de se machucar.
Além disso, a insatisfação corporal aparece como fenômeno central. A literatura em psicologia e saúde pública já demonstra que a pressão estética e a objetificação do corpo feminino atuam como fatores de risco para ansiedade, depress4o, transtornos alimentares e piora da autoestima, especialmente durante a adolescência — período marcado pela construção identitária e maior sensibilidade à validação social.
O bullying relacionado à aparência física reforça esse cenário. Quando corpo, rosto e imagem tornam-se alvo constante de avaliação social, o ambiente escolar e digital deixa de funcionar como espaço de pertencimento e passa a operar como fonte de vigilância e sofrimento.
Os dados da PeNSE evidenciam que violência, pressão estética e sofrimento psíquico devem ser compreendidos de forma integrada. Não se trata apenas de experiências individuais, mas de fenômenos sociais que impactam diretamente o desenvolvimento emocional e a saúde mental de adolescentes.










