Tem encontros que não aconteceram, mas nos atravessaram mesmo assim.
O “quase” não tem corpo, mas tem imaginação.
E a imaginação, quando erotiz4da pela possibilidade, pode ser mais intensa que o fato consumado.
O que não vivemos às vezes ganha contornos perfeitos.
Não foi testado pela rotina, não enfrentou o cotidiano, não precisou negociar frustrações.
O “quase” permanece intacto.
E talvez por isso pulse tanto.
Entre o des3jo e o ato existe o medo, a ética, o contexto, a escolha.
Nem todo d3sejo precisa virar história.
Mas toda história começa com um des3jo que alguém teve coragem — ou não — de viver.










