Ana Canosa – Colaboração para Universa
Em se tratando de comportamento sexual, nem sempre fica perceptível o que move o desejo de estar com alguém. Talvez a atração sexual, essa que se dá pela vontade de beijar e ter sexo com alguém seja a mais fácil de identificar.
Já a atração romântica, que move a vontade de ter um relacionamento de compromisso com alguém, pode se misturar à atração emocional, aquela que se caracteriza pelo desejo de se envolver em um comportamento de intimidade: confiar, compartilhar, cuidar, cooperar…
Um bom exemplo disso são as relações de amizade que vez ou outra se confundem. Não é à toa que muitas pessoas evitam se relacionarem sexualmente com amigos, temerosos de perder o relacionamento de intimidade, livre dos conflitos comuns aos relacionamentos românticos e sexuais.
É forte a ideia de que, o melhor dos mundos, seria ter uma parceria por quem se tenha todos os três tipos de atração – e que nem sempre temos essa “sorte” na vida. Por outro lado, diriam os adeptos de relações não monogâmicas, quem disse que é preciso unir tudo em uma pessoa só?
Muitos dilemas sexuais entre casais acontecem justamente porque a atração sexual não é forte – no início há mais ‘gás’ para sexo, pela novidade, mas com o passar do tempo essa falta de ímpeto para o encontro físico fica evidente. Há intimidade emocional, vontade de estar junto, mas falta tesão. Já em outros casos, a explosão erótica é evidente e sustenta a relação.
Recentemente a relação amorosa da Viih Tube com o ex-BBB Eliezer, entrou para os trend topics do Twitter, já que ele não deixou boa impressão na casa sobre a maneira como direciona seus relacionamentos interpessoais e muitas pessoas se indignaram – “como ela pode estar com ele?”
Questionados se o enlace faz parte de uma estratégia de marketing, ele postou um tweet dizendo que o sexo é forte na relação – ela garantiu que, além da atração sexual é também super bem cuidada por ele.
Há quem faça avaliações precipitadas sobre homens se engajarem em relacionamentos por sexo e mulheres por afeto e no caso deles, nem bem estão namorando e já se faz julgamentos dessa natureza. Até porque, a atração sexual inicial pode dar espaço para que o laço afetivo se desenvolva. E quem disse que para ela a atração sexual também não é o forte dessa relação? Não estão sendo muito machistas ao fazer a leitura de que ela valoriza mais o afeto do que o sexo?
É bom reforçar também que a atração sexual é distinta da excitação, que é um estado fisiológico que provoca mudanças no corpo (dilatação e sensibilidade nos genitais, frequência cardíaca, função cerebral, fluxo sanguíneo, etc) e que é possível experimentar excitação sem sentir atração por alguém.
Além disso, o comportamento sexual é mediado pela percepção consciente do mundo e das escolhas que fazemos: uma pessoa pode decidir ser celibatária mesmo que tenha atração sexual, romântica ou emocional por alguém. Outra pode recusar o desejo pelo acordo monogâmico de relacionamento.
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