Uma pesquisa, realizada em 2025 pelo aplicativo de encontros Flirtini, com 2 mil pessoas revelou que 75% das mulheres preferem tr4nsar no escuro por insegurança com o próprio corpo.
O dado, isoladamente, pode parecer apenas uma preferência ambiental. No entanto, quando analisado em conjunto com outros resultados — como 66% evitarem s3xo por se sentirem “não suficientemente magras” —, ele aponta para uma relação consistente entre imagem corporal e vivência da s3xualidade.
A literatura em psicologia e s3xualidade já descreve o fenômeno da “auto-objetificação”, no qual mulheres internalizam um olhar externo avaliativo sobre seus próprios corpos. Durante a relação s3xual, essa autoconsciência excessiva pode gerar monitoramento constante da aparência, dificultando relaxamento, excitação e resposta org4smica.
Optar por pouca luz não é, por si só, um problema. A questão central é compreender quando essa escolha é uma preferência sensorial legítima e quando funciona como mecanismo de proteção frente à insegurança corporal.
O levantamento contribui para ampliar a discussão sobre como padrões estéticos e pressão social atravessam a experiência s3xual feminina, não como regra individual, mas como fenômeno coletivo e culturalmente estruturado.










