Relacionamento aberto virou “moda”?


Dedeker Winston, consultora especializada em relacionamentos abertos notou uma “explosão de interesse em relacionamentos não monogâmicos” a partir de 2016!


Especialistas dizem que diversos fatores sociais e culturais levaram a uma maior adoção dos estilos de relacionamento não tradicionais e que a pandemia também pode ter influenciado o processo.


A consultora também traz a influência da tecnologia, uma vez que há apps de relacionamento não monogâmicos e muitos criadores de conteúdo falando e escrevendo sobre a modalidade.


Porém, apesar de haver uma grande variedade de relações não monogâmicas: o aumento da visibilidade e da adoção a acordos não-monogâmicos, a percepção geral ainda é negativa, impedindo muitas pessoas de adotá-las!

Sarah Levinson, psicóloga especializada em s3xualidade da Creative Relating Psychology Psychotherapy, de Nova York, observou aumento do interesse por relacionamentos abert0s na última década.

Especialistas afirmam que fatores sociais e culturais levaram a uma maior adoção de relacionamento não tradicionais e que a pandemia também pode ter influenciando esse processo.

Dedeker Winston, consultora de relacionamentos não-mon0gâmicos, diz que pessoas diversas estão se abrindo para relacionamentos abert0s, em termos de classe social, etnia, gênero e orientação s3xual. Segundo a consultora, as pessoas interessadas tendem a ter de 25 a 45 anos.

As tendências dos aplicativos de relacionamentos também mostram o aumento do interesse pela modalidade. Há o surgimento de plataformas concentradas em não-mon0gamia, mas também os apps tradicionais viram um pico de interesse no formato “relacionamento abert0”.

Winston afirma que, grande parte do recente interesse que ela viu nos relacionamentos abertos, vem dos millennials “questionando a forma como foram criados”. Já Levinson acredita que pode ser uma consequência da tendência geral para a abertura do pensamento.

Quando “você continua escolhendo a mon0gamia e não está funcionando… você começa a ficar curioso sobre [se] existe outra forma”, explica Levinson.

E, para quem tiver curiosidade, existem mais recursos do que nunca. Produtores de conteúdo não-mon0gâmico falam abertamente sobre seu estilo de vida na internet!

Entretanto, apesar de haver mais pessoas adotando acordos não-mon0gâmicos, a percepção geral ainda é negativa. Seja por uma crença de que são “não-saudáveis”, seja por crenças religiosas e outros.

Vale reforçar que questionar a monogamia não diz respeito só a ter outras parcerias, mas a pensar o desejo e o amor destacado do status de um relacionamento, bem como desconstruir modelos impostos pela colonização.

O que você acha? Me conta nos comentários!

Fonte: BBC

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