A representação da intimidade no audiovisual sempre foi um terreno delicado. Quando dois corpos se encontram em cena, não é apenas a ficção que está em jogo: emergem também memórias, afetos e vulnerabilidades reais. Essa fronteira tênue entre o que é encenado e o que é sentido pode se tornar ainda mais complexa quando marcada por relações de poder, desigualdade de gênero e pela frequente objetificação dos corpos.
Em entrevista à CNN, Tainá Müller relatou a evolução das gravações de cenas íntimas. Segundo a atriz, ambientes abusivos do passado deram lugar a práticas mais seguras, com presença de coordenadoras de intimidade e técnicas que permitem realismo sem exposição desnecessária. Ela compara cenas de sexo à filmagem de lutas: é possível enganar o público e manter a convicção da cena sem constrangimento ou violência.
Essas mudanças evidenciam avanços na ética, no respeito ao corpo do ator e da atriz e na humanização da produção audiovisual.










