A transa acaba rápido? Mudar como você calcula o tempo vai prolongar o sexo… – UOL Universa

Ana Canosa – Colaboração para Universa

Não é raro receber em consultório indivíduos que acreditam que sua atividade sexual é curta demais. Geralmente, o cronômetro começa a contar quando iniciam a penetração, que tem uma duração média de 5 a 7 minutos —embora haja uma ampla variação, com relatos de sexo que duram de ínfimos 33 segundos a extensos 44 minutos!

A latência, entendida como o intervalo entre o início do estímulo após a excitação ocorrer (seja por masturbação, penetração vaginal ou anal, sexo oral) e a vontade de gozar, é um fator particular para cada pessoa. Ela pode variar dependendo da excitação e do intervalo entre uma relação e outra. Além disso, a latência pode ser influenciada por certas medicações, que a retardam, sendo benéfico para quem a tem muito curta e um desafio para quem a possui mais prolongada.

No caso das mulheres, a latência costuma ser mais extensa:

Uma mulher alcança o orgasmo após 13 minutos de estímulos excitatórios, em média.

Naturalmente, existem variações devido à ação dos hormônios e às circunstâncias envolvendo paixão e excitação intensa.

O contexto erótico certamente exerce influência nesse aspecto. Brinquedos sexuais, sem dúvida, também reduzem esse tempo, embora não garantam uma sensação de excitação intensa, pois há uma diferença na mecânica e na sensação subjetiva do corpo. Em outras palavras, é possível atingir o orgasmo com um estímulo direto no clitóris sem que a mulher sinta uma grande excitação.

É crucial fazer uma distinção entre latência e controle do orgasmo. As pessoas procuram maneiras de prolongar a sensação de pico de excitação, como pausar o movimento e respirar, para retomá-lo quando a excitação diminui um pouco. Alguns homens, por exemplo, conseguem adiar o orgasmo devido ao seu considerável controle, enquanto outros ainda não aprenderam a fazê-lo.

Ao perguntar sobre as expectativas temporais da relação sexual, sem especificar a definição do que consideram ‘sexo’, a tendência é que as pessoas, principalmente os homens, pensem na penetração, o índice de insatisfação com o tempo provavelmente será maior.

Ninguém em sã consciência desejará ter menos prazer. O problema é que tudo que antecede ou sucede a penetração fica em segundo plano e não é considerado como “atividade sexual”

Carícias, abraços, beijos, mão naquilo, aquilo na mão e sexo oral são rotulados como “preliminares”, um equívoco significativo. Conheço muitas pessoas que preferem esses estímulos à penetração.

Portanto, sugiro que todos os elementos do jogo erótico e sensorial sejam incorporados à atividade sexual. Isso fará toda a diferença na qualidade das relações e, certamente, as prolongará!

 

 

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Imagem: Uol Universa – iStock

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