Ana Canosa – Colaboração para Universa
Desde o final da fase mais crítica da pandemia, a aposta era de que jovens fossem querer compromissos duradouros. As pesquisas apontavam para uma crescente necessidade de relações mais estáveis e de longo prazo após os longos períodos de isolamento social. Não que isso tenha de fato acontecido —parece que há uma certa inabilidade em construir laços mais sólidos e um medo constante de frustração e dor— mas ao menos uma boa parte dos jovens segue tentando. E, ao que tudo indica, o Dia dos Namorados, neste ano comemorado na segunda-feira (12), terá cada vez mais adeptos nos próximos anos.
Uma pesquisa recente feita com os usuários do aplicativo de relacionamento Happn mostrou que 45% dos brasileiros tem como principal objetivo, ao usar o app, construir um relacionamento romântico e duradouro com uma pessoa especial. Outros 15% querem ter intimidade com uma nova pessoa, sem cravar o tipo de relação. De qualquer maneira, descartam o sexo casual.
Vejo esses números com bons olhos. Estudos ao redor do mundo, especialmente norte-americanos, europeus e asiáticos, revelam que os jovens estão fazendo menos sexo do que as gerações anteriores. E uma das hipóteses para isso é a falta de namoro. O sexo casual, embora possa render ótimas experiências e algum prazer, não é praticado por todos com a frequência que parcerias em relação de compromisso o fazem. Além disso, no namoro, as pessoas aprendem a lidar com frustrações, negociar liberdades, constroem intimidade – o que favorece o desenvolvimento individual e interpessoal.
No desejo de encontrar alguém para compartilhar mais do que algumas horas de prazer mora a consciência de que a manutenção de relacionamento afetivo dá trabalho. Por isso mesmo, os solteiros têm apostado em pessoas com gostos, valores e jeitos parecidos, sabendo que isso favorece a convivência.
Sexoterapia: Quem não quer um amor romântico?
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