Ana Canosa – Colaboração para Universa
No terceiro episódio desta temporada do podcast “Sexoterapia”, tratamos de uma questão atual: estaríamos mais individualistas e, por isso, menos tolerantes para tratar as relações amorosas com o cuidado que carecem e merecem.
Durante minha preparação para o episódio, me deparei com um estudo interessante, realizado com alunas e alunos heterossexuais da UnB (Universidade de Brasília). A amostra foi de 1.282 respostas a um questionário que investigava uma série de questões sobre amor e sexualidade, reconhecimento profissional, casamento, família, desejo de ter filhos, amizades, individualismo, fluidez das relações, desejo de permanência, entre outras.
Os resultados são instigantes. Algumas compreensões sobre a necessidade de manutenção de individualidades tiveram valores altos de resposta afirmativa, como “não faz sentido manter uma conta conjunta” ou “cada um deve manter a sua individualidade”. Já expressões como “não suporto ninguém no meu pé” e “um pode ter a senha do celular do outro” dividiram as opiniões, ficando os valores na média da escala.
Fazendo o recorte por gênero, as mulheres apresentaram percepções mais associadas ao individualismo do que os homens, contrariando o perfil largamente disseminado sobre quanto as mulheres são mais altruístas e devotadas aos outros do que eles. Cabe aqui uma ressalva: muitas vezes o que se fala não é o que efetivamente acontece.
Sexoterapia: ‘Minha mulher diz que devo achar os caminhos sexuais dela’
Leia também no Portal Universa:
Mulheres se preocupam mais com si próprias e carreira do que com amor










