Sentir alguma ansiedade diante de uma experiência s3xual é comum. Expectativas sobre des3jo, atração, org4smo e desempenho podem aparecer antes ou durante uma relação. A questão é quando a preocupação deixa de ser pontual e passa a ocupar o lugar da própria experiência.
A ansiedade direciona nossa atenção para aquilo que pode acontecer: “Será que vou conseguir?”, “Vou agradar?”, “Vou ter org4smo?”, “E se eu perder a ereç4o?”. Só que a resposta s3xual depende, entre outros fatores, da capacidade de permanecer conectada/o ao presente e aos estímulos que estão sendo vividos.
É aí que pode surgir a chamada ansiedade de performance.
Nas mulheres, pensamentos acelerados e a dificuldade de concentrar a atenção nas sensações podem interferir na excitaç4o e no org4smo. A preocupação em “chegar lá” pode, paradoxalmente, dificultar que isso aconteça.
Nos homens, a ansiedade também pode repercutir fisiologicamente. A ativação excessiva do sistema nervoso simpático associada ao medo e à tensão pode prejudicar mecanismos envolvidos na ereç4o e no controle ejaculat0rio.
Forma-se, então, um ciclo: ansiedade → dificuldade s3xual → medo de que aconteça novamente → mais ansiedade.
Isso não significa, porém, que toda dificuldade s3xual seja causada por ansiedade. A resposta s3xual é biopsicossocial e pode ser influenciada por fatores físicos, psicológicos, relacionais, medicamentosos e contextuais. Transtornos mentais e alguns medicamentos utilizados em seu tratamento também podem interferir no desejo, na excitação e no org4smo.
Por isso, dificuldades persistentes merecem avaliação profissional individualizada.
E existe ainda uma ferramenta importante que não deveria ser subestimada: conversar com a parceria. Poder dizer que está ansioso/a, diminuir expectativas de desempenho e retirar do encontro a obrigação de “dar certo” pode ajudar a recuperar algo fundamental para uma experiência s3xual satisfatória: estar presente no próprio corpo.










