Por que jovens ligam mais para a felicidade de pet do que para a do crush – UOL Universa

Ana Canosa – Colaboração para Universa

Uma pesquisa recente, realizada pela agência de pesquisa de mercado OnePoll, revelou que 36% dos entrevistados da geração Z, com idade entre 18 e 23 anos, têm mais prazer ao ver seus animais de estimação felizes do que os humanos com quem têm uma relação afetiva -a segunda opção ficou com 21% das respostas. O número é maior nessa faixa etária do que em todas as outras gerações.

Embora a pesquisa tenha sido feita nos Estados Unidos, não duvido que, se fosse replicada em território brasileiro, uma porcentagem até maior diria que prefere a convivência com seus pets do que com parceiros e parceiras. O que isso diz sobre a maneira como nós, humanos, nos relacionamos?

Os animais são, cada vez mais, tratados como membros da família, servem como companhia e mesmo como apoio emocional -ou você nunca ouviu alguém aconselhar uma pessoa solitária a adotar um pet?

Além desse dado, o estudo mostra que 41% dos entrevistados mais jovens preferem gastar com o animal do que com o companheiro ou companheira; e 72% das pessoas da geração Z e X (nascidos entre 1961 e 1985) preferem investir suas economias em animais do que em viagem de férias. Para quem ama viajar, como eu, me pareceu descabido. Um investimento dessa monta talvez só se compare ao amor de mães e pais por seus filhos —ao que parece, ninguém anda disposto a apostar no retorno afetivo entre pares, com o amor romântico, tão fora de moda ultimamente.

 

 

Sexoterapia: o que a juventude quer dos relacionamentos?

 

 

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Imagem: Uol Universa – Unsplash

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